I can get some satisfaction.

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A vida é cheia de surpresas

E não sentimos o verdadeiro impacto, a verdadeira dor e tristeza até o momento que perdemos alguém próximo. A vida é cheia de surpresas não é mesmo? A ficha não cai de primeira e provavelmente não vá cair nunca, perder alguém o qual tínhamos um contato, o qual víamos frequentemente (senão na rua, colégio, faculdade, festas…), alguém que tinha, por mais pequeno que seja, um lugarzinho na tua vida nunca é fácil! O dia torna-se escuro, as lágrimas caem sem avisos e o sentimento de impotência instala-se. ”Por que?” é a pergunta que fica, ninguém deveria deixar essa vida tão jovem, tão feliz, tão saudável…

Hoje o dia foi triste, a perda foi grande, a perda de alguém que era incrível, querido por todos, ele era único! Nas tantas vezes que tive oportunidade de conversar com ele já via o quão especial era, a presença era marcante e o jeito cativava a todos. Agora o céu o recebe, um presente, um guri único, uma estrelinha que vai brilhar todos os dias lá em cima mas que vai fazer uma baita falta aqui em baixo! Dudu, que tu vá em paz, com Deus! LUTO.

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Cansei de brincar de gente grande.

Num pequeno piscar de olhos parece que tudo tende a mudar de uma forma rápida e drástica. Deixamos o tempo da adolescência para trás e começamos a focar num futuro agora não mais tão distante, não há mais tempo para brincadeiras infantis nem para correr e pedir ajuda aos pais na primeira idiotice, sabemos que temos um peso maior nas costas mas ainda assim tendemos a rejeitar a ideia do que exatamente estamos virando. 

E na mesa do bar numa sexta-feira a noite cansados do trabalho nos perguntamos se isso sim era tudo que queríamos… liberdade, independência, maioridade? Tudo já me parece tão batido e sem graça! Sentimos saudades da infância, da facilidade, das diversões, das irresponsabilidades, vivemos numa certa nostalgia e uma vez ou outra até deixamos cair uma certa lágrima recordando de um tempo mais fácil.

Vemos amigos crescendo, partindo, distanciando-se, conhecemos gente nova, ciclo novo e com novos desafios. Ninguém nunca disse que iria ser moleza mas ainda assim não posso deixar de admitir que as vezes me pego triste pensando em como é difícil mudar e principalmente crescer.

Até brinco as vezes repetindo diversas vezes que cansei de brincar de gente grande quando na verdade já sei que é só o começo.

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“Quero amigos, não admiradores. Pessoas que me respeitem pelo caráter e pelo que faço, não pelo sorriso encantador. O círculo ao meu redor seria bem menor, mas não importa, desde que fosse composto por gente sincera.”
— Anne Frank

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“Desapegar-se de pessoas e costumes é difícil, porque investimos tanto neles, que desapegar-se pode ser assustador. Mas também pode ser libertador, ou necessário para sua felicidade. Se não desapegar-se, você poderá se encontrar em um lugar sombrio, incapaz de se libertar de seus piores hábitos. E, ás vezes, se amamos alguém, temos que ficar bem em deixá-los ir.”

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É isso que ninguém tem coragem de nos dizer. A dor da perda, a dor de fracassar, a dor de não corresponder a uma expectativa, a dor de uma saudade, a dor de não saber como agir, de estar perdida, instável, de ter dúvidas na hora de fazer uma escolha, todas estas dores, que parecem pequenas para quem está de fora, nos acompanharão até o fim dos nossos dias. Elas não passam. Elas ficam. Elas aninham-se dentro da gente, o que não deve servir de motivo para pularmos de uma ponte. Mário Quintana escreveu que nós somos o que temos e o que sofremos. Sem dor, sem vida interior. 

Não passam as dores, também não passam as alegrias. Tudo o que nos fez feliz ou infeliz serve para montar o quebra-cabeças da nossa vida, um quebra-cabeças de 100.000 peças. Aquela noite que você não conseguiu parar de chorar, aquele dia que você ficou caminhando sem saber para onde ir, aquele beijo cinematográfico que você recebeu, aquela visita surpresa que ela lhe fez, o parto do seu filho, a bronca do seu pai, aquela festa para a qual você não foi convidada, o acidente que lhe deixou cicatrizes, tudo isso vai, aos pouquinhos, formando quem você é.

Não há nenhuma peça que não se encaixe. Todas são aproveitáveis. Como são muitas, você pode esquecer de algumas, e a isso chamamos de “passou”. Não passou. Está lá dentro, meio perdida, mas quando menos você esperar, ela vai ser necessária para você completar o jogo e se enxergar por inteiro. Martha Medeiros

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É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado. É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando. Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado. Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja. Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora.

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— É pecado sonhar?
— Não, Capitu. Nunca foi.
— Então por que essa divindade nos dá golpes tão fortes de realidade e parte nossos sonhos?
— Divindade não destrói sonhos, Capitu. Somos nós que ficamos esperando, ao invés de fazer acontecer.
Dom Casmurro.   (via mists)

(Source: embriagar-se, via smilesowide)

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p.s: i love you.

Entenda…não é como se eu tivesse orgulho das coisas que eu faço e também não é como se eu tivesse controle sobre elas. Eu tenho esse certo problema de usar a bebida como um meio de escape e nem sempre os resultados são bons, sabe? Mas por favor não me julgue por tão pouco,  quem sabe tente me conhecer melhor? Eu não sou tão ruim quanto aparento! Alias, ouvir isso de ti talvez me fez perceber o quão erradas minhas atitudes são e como(e você não imagina o quanto) quero mudar isso, talvez com o apoio de alguém fosse mais fácil sabe?

Mas assim como tudo que vem volta com você não foi diferente e de novo me perdi em meio as minhas loucuras e perdi também quem tanto eu queria, seria isso um sinal pra parar com tudo e voltar a ser aquela garotinha de alguns anos atrás tão ingenua mas ao mesmo tempo alguém pela qual vale a pena ser visto junto? 

Sabe, no fundo, eu gosto de quem eu sou agora, gosto de sair, beber e me divertir com meus amigos e as vezes até soltar um ‘foda-se, não preciso de homens’ mas ainda assim sei que falta algo. Eu sempre gostei de romantismo só meio que tento esconder isso, não me agrada mostrar aos outros que eu também sou meio vulnerável.

Mas bem, isso tudo me parece uma grande baboseira sabendo que eu não vou mudar e que você também não. Talvez não fosse pra ser mesmo não é? E agora o que sobrou fui eu, sozinha(já acostumada mesmo) e você seguindo em frente, não é como se eu fosse me enfiar dentro do meu quarto dias a chorar por essa perda, vou sair, continuar a ser o que eu sou, continuar a ser essa “pessoa” a qual você não gosta, seguir em frente porque ainda tenho tanto pra aprender e tanta gente pra conhecer…mas enfim acho que você não sabe mas foi especial pra mim, tchau.

p.s i love you.